Infância
Os testemunhos da infância de Emmanoel são escassos e resumem-se a evocações fragmentárias, ocasionais.
Sendo o penúltimo filho de um fiscal da Prefeitura (depois de ter sido Tenente) e de uma dona-de- casa, teve o primeiro aprendizado em casa, transmitido pelos irmãos e irmãs. Em termos formais, apenas dois anos de grupo escolar – a desconhecida «Escola 9-12» (vide https://www.emmanoelsantos.com/videos).
Da casa paterna, na Rua Gaspar, em Pilares, Zona Norte do Rio, recordava o enorme quintal, cheio de árvores frutíferas, cuja extensão, indo até à rua «detrás» (Rua Casemiro de Abreu), permitia que o carro da família (o único particular do bairro) tivesse opções de entrada e saída. E aí era seu irmão caçula o principal companheiro de brincadeiras. A casa permaneceu na propriedade da família até os anos de 1990, mas já bastante descaracterizada.
Ainda da primeira infância, recordava haver vários instrumentos musicais em casa – as irmãs tocavam piano e cantavam – mas seu pai desistiu de o conduzir ao aprendizado do violino quando o viu tocar apoiando o instrumento na barriga...
Com a separação dos pais, em 1937, seguiu com a mãe e a ala mais jovem da família para Minas Gerais: Igaratinga e Ribeirão Vermelho são os lugares onde permaneceu mais longamente. Mas Miguel Burnier e Santana do Morro do Chapéu (hoje Santana dos Montes) também se fixaram na sua memória e a estes voltou, a passeio, nos anos 80.
Também voltou várias vezes a Mariana, onde, já no fim de sua temporada mineira, frequentou o Seminário Menor, no qual, sem vocação, ficou por pouco tempo.
Minas seguiu gravada em suas lembranças como lugar de encantamento e sempre que possível lá regressava, fosse para retomar trilhas antigas, fosse para descobrir novas paisagens.
Poucas são as fotos remanescentes dessa primeira fase de vida e menos ainda os objetos. Contudo, Emmanoel sempre guardou com carinho dois estereoscópios que ganhou de um tio, fumador dos cigarros «Veado» que, promocionalmente, na compra dos maços, fornecia as figurinhas duplas. Estas, colocadas no tosco aparelho de lata, mas com desenhos da Belle-époque, fascinavam pela impressão de tridimensionalidade. Esses primórdios da propaganda comercial estimularam o interesse de Emmanoel pelo cinema.
Pais de Emmanoel
Ratinho presenteado a Emmanoel durante sua permanência em Porto Alegre
Tempos de Cinema
Pai de Emmanoel, anos 40
Em Santana dos Montes, com seu sobrinho-neto Sidney
Convites de formatura, Emmanoel homenageado
Mãe de Emmanoel, anos 50
Avó materna de Emmanoel, com quem ele pouco conviveu, mas da qual guardava lembranças muito carinhosas
No Seminário de Mariana (hoje abrigando cursos da UFOP)
Tempos de Aeronáutica
Emmanoel e seu irmão Domingos vestidos de menina, atendendo à moda da época, anos 30
Foto de grupo de alunos do Seminário de Mariana, dos anos 39/40, encontrada na imprensa. Algumas pessoas da família identificaram Emmanoel como o 1º menino à esquerda, na 2ª fila
Os dois estereoscópios-propaganda dos cigarros «Veado», com as cartelas de fotos, guardadas na caixa "Sinhá", talvez da mesma época
Tempos de Professor